Painéis:
Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas, Mosaicos etc.
CERÂMICANORIO
www.ceramicanorio.com
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Alexandre Mancini
Exposição
Temas Musicais para a Arquitetura Moderna Brasileira
Local: Restaurante 2009
Rua Levindo Lopes 158-Savassi-Belo Horizonte-MG
Data: 18 de março a 18 de abril de 2009
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Titulo:
Victoria
2007
Local: Edifício Victoria
Rua Espírito Santo 1.204-Bairro de Lourdes-Belo Horizonte-MG
Painel de 16 m²
Azulejos utilizados: 20 x 20 cm
Composição modular ordenada.

Título: Bloco Suspenso
2007
Local: Vallvé
Avenida Olegário Maciel 2209-Bairro de Lourdes-Belo Horizonte-MG
Painel de 3,08 x 2,77 m
Azulejos utilizados: 15 x 15 cm
Composição modular aleatória
(A composição final foi realizada pelo pedreiro azulejista responsável).

Título: Estudo de proporção no. 3
2008
Local:
Restaurante 2009
Rua Levindo Lopes 158-Savassi-Belo Horizonte-MG.
Painel de 20m²
Azulejos utilizados: 15 x 15 cm
Composição modular aleatória.
A composição final foi realizada pelo pedreiro azulejista responsável a partir
da regra de união
de quatro módulos,
independente de suas posições.


Título: Samambaia
2008
Local: Capela da Fazenda Boa
Vista-Governador Valadares-MG.
Painel de 21m²
Azulejos utilizados: 15 x 15 cm
Arquitetura: Daniel Guimarães
Decoração: Juliana Boechat e Patrícia Nicácio
Painel formado por azulejos de padrão.

Título: Lâmina
2008
Local: Praça da
Pampulha-Belo Horizonte-MG (inaugurada em 11.12.08).
Localizada entre a Igreja de São Francisco (Igrejinha da Pampulha) e a Casa JK.
Composição modular aleatória. A composição final foi realizada pelo pedreiro
azulejista responsável.
6 painéis de 6,85 x 0,80m
Azulejos utilizados 20 x 20cm
Arquitetura: Arquitetos Associados

| Fotos: Alexandre Mancine |
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Alexandre Mancini
absorveu a técnica do mestre Athos Bulcão
(1918-2008) artista responsável por dezenas de painéis
de azulejos principalmente em Brasília-DF. Para conceber estes módulos utilizo princípios diversos como proporção, estudo das formas geométricas e sua continuidade, estudo do vazio, ritmo, peso entre outros. O processo mais importante é o da criação do módulo já que ele, por si só, é a obra. Não concebo a idéia de que um azulejo só fará sentido se junto aos seus pares, ao contrário, penso no módulo como uma obra de arte independente, que poderia utilizar suportes diversos como telas, esculturas, relevos entre outros. Entretanto, exploro ao máximo sua capacidade de repetição, movimento e ritmo na composição. A simetria é parte inerente ao azulejo: uma peça bidimensional por natureza. É um quadrado branco. Nossos olhares reconhecem esta condição e poder interferir neste processo é fascinante. Quando crio os módulos geralmente utilizo o branco do azulejo como cor, para mostrar que ele esta ali, o azulejo. Não importa se estes módulos são quadrados, triângulos, círculos ou outra forma qualquer, pois sempre os crio dentro de eixos e em ângulos correspondentes, ou seja, buscando a simetria. Nesse sentido, a composição aleatória dos módulos não corrompe em nada o aspecto simétrico, mas se mostra insubordinada a ele. Ao olhar um painel com assentamento aleatório podemos reconhecer racionalmente que algo está fora de ordem, mas intuitivamente sabemos que a simetria está ali, perfeita. Esta característica é marcante no processo de participação do espectador através da sua observação. A combinação aleatória dos módulos é reconstruída pelo olhar único de cada um. Cada qual irá montá-lo e remontá-lo com seus próprios olhos descobrindo a cada momento formas ali escondidas com seus caminhos e ritmos subjetivos. Portanto, a partir da criação do módulo e os vários estudos de seu comportamento em composição faço a definição de como será seu assentamento. Geralmente entrego ao pedreiro azulejista responsável pelo acabamento a liberdade de composição do painel, respeitadas poucas regras anteriormente estabelecidas como, por exemplo, nunca fechar um círculo, não haver repetição em mais de três módulos e etc. Cada pedreiro azulejista reage de forma diferente quando descobre que ele finalizará uma obra de arte, que a partir deste momento, ela será também um pouco dele. Alguns têm medo e buscam a repetição ordenada como se houvesse uma forma correta para o assentamento e, para esses, tento explicar que não existirá erro na composição a não ser que ele tente fazer certo. É errado querer fazer certo! E quando eles percebem este ponto de vista estão prontos para o trabalho. Outros azulejistas gostam da idéia desde seu início e descobrem que o trabalho se torna uma brincadeira quase infantil. Lembro-me do azulejista que assentou os painéis da Praça da Pampulha que me revelou sua satisfação em fazer o serviço e que iria levar esposa e filhas para ver “sua” obra. Grande parte da experiência em se trabalhar com a composição modular aleatória está relacionada ao fato de que cada pessoa daria um resultado diferente para a mesma obra. A minha parte se concentra na criação dos módulos e na afirmação do resultado desejado. A partir daí a obra não será somente minha… ela pertencerá um pouco ao azulejista e a qualquer pessoa que queira reconstruí-la, mesmo que mentalmente. Alexandre Mancini |
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