| |
Copyright
© 2000 RWBG. Todos os direitos reservados
GLOSSÁRIO
EM INGLÊS
www.digitalfire.com/education/glossary/
http://www.ruffordceramiccentre.org.uk/glossary/glossary.htm
GLOSSÁRIO
EM PORTUGUÊS
4ª
Revisão: Janeiro/05
Observação:
Em caso de reprodução desta página, até mesmo sem a devida autorização, não
deixe de
citar a fonte: www.ceramicanorio.com
Copyright © 2000 RWBG. Todos
os direitos reservados.
A www.ceramicanorio.com
Abóbada. Construção
em arco. Vide Arco Catenário.
Abridor de Placa. Equipamento mecânico que serve para
abrir uma placa de argila. Também conhecido como Plaqueira.
Abrir Placa. Consiste em aplainar manualmente, com um rolo, uma porção
de argila tornando-a compacta e com a mesma espessura.
Acabamento. Consiste em alisar, lixar, rever detalhes e fazer
pequenas emendas em peças ainda
no ponto de couro.
Acabamento no Torno. Etapa seguinte à moldagem com a
argila ainda no ponto de couro. Consiste em tirar rebarbas, alisar, fazer
recortes etc usando ferramentas apropriadas.
Adobe. Tijolo de argila misturada com palha.
Agateware.
Técnica em que se misturam argilas de cores diferentes. O resultado é
uma massa que apresenta veios que lembram a pedra ágata, daí o nome.
Água de Barro. Também conhecida como Engobe, Terra sigilata.
Albita. Feldspato somente de sódio.
Alentar.
Deixar a peça descansar (secando) antes de ir ao forno.
Alguidar. Recipiente de cerâmica usado na cozinha.
Almofariz.
Recipiente usado para triturar e homogenizar substâncias sólidas.
Alta Temperatura. Vide Queima em Alta Temperatura.
Alumina. Óxido de Alumínio.Um dos principais componentes das
argilas.Quando usada nos esmaltes serve para controlar a viscosidade impedindo
que escorra pelas laterais da peça ao se fundir. É componente da argila, do
caulim e do feldspato.
Alvaiade.
Vide Carbonato de Chumbo. Fazer Carbonato de chumbo.
Amassar o Barro. Bater o Barro. É compactar a argila
retirando bolhas de ar de seu interior. Providência imprescindível
para evitar a explosão da peça durante a queima ou o surgimento de
rachaduras na secagem. Pode-se também amassar o barro jogando-o com força
sobre uma superfície plana repetidas vezes.
Ambligonita. Composto de lítio e flúor com alumina
e fósforo.
Amolgadura. Vide Modelagem.
Anagama. Forno primitivo que queima com lenha. Ciclo de queima longo que dura cerca
de 30 horas. É feito cavando-se uma câmara num barranco de terra. Possui uma fornalha e uma
chaminé.
Anagliptográfico. Vide Papel Anagliptográfico.
Anortita. Feldspato somente de cálcio.
Antropomorfo.
Peça cerâmica com forma semelhante ao homem ou parte dele. Usada desde a
antiguidade. Na arte cerâmica indígena ou popular é comum o artista moldar em barro figuras antropomorfas e também
zoomorfas (representando animais).
Aparas. São as sobras de argila/massa provenientes de
trabalhos no torno ou na modelagem normal. Vide Argila Reciclada.
Aplicação a Pincel. É um dos métodos de esmaltar peças.
Não é muito prático a não ser para fazer
pequenos reparos ou acertar detalhes. O local da aplicação normalmente
fica irregular.
Arame de Kanthal. Fio metálico que suporta altas
temperaturas usado nas resistências de forno elétrico. Usa-se em decoração,
como fio de corte, para se obter diferentes texturas ao cortar blocos de argila.
Arco.
Ferramenta usada para dar acabamento composta de uma chapa fina de metal.
Arco Catenário. Parte superior de um forno (abóbada). O arco é auto-sustentável
com ação do próprio peso.
Ar
do Barro.
Bolhas de ar na superfície da peça.
Areia. Material não plástico contido nas argilas.
Argila. Mesmo que Barro. Vide Massa Cerâmica. Matéria prima básica
da cerâmica resultante da
desintegração de rochas graníticas
e dos feldspatos nelas contidos. Seus principais componentes são a sílica e a
alumina.Tem na sua composição materiais orgânicos (raízes, folhas
etc) e inorgânicos (óxido de ferro, quartzo, feldspato, areia etc).
Existem com variadas composições de minerais ( dependendo do local onde é
encontrada) e cores - preta,vermelha,cinza, branca etc.
Argila de Alta Temperatura. Queima: Cone 6 – 8 / 1200 a 1250º C. Vide
Queima em Alta Temperatura.
Argila Azul. Blue Clay. Argila secundária muito plástica. Não é recomendável usar isoladamente.
Argila
de Baixa Temperatura. Queima: Cone 04 / 1060º C. Vide Queima em Baixa Temperatura.
Argila Mãe. Base inicial na formulação de massas. Vide Massas Cerâmicas.
Argila
de Média Temperatura.
Queima:
Cone 5 / 1196º C.Vide
Queima em Média Temperatura.
Argila de Bola. Ball Clay. Denominação de argila
existente no exterior. Plástica, secundária, elevado
índice de retração. Contém pouca
quantidade de óxido de ferro sendo rica
em matérias orgânicas. Cor cinza azulada ou arroxeada. Não se usa
pura face a sua grande plasticidade. Principal aplicação é como
componente de outras massas objetivando aumentar a plasticidade.
Argila Bruta. Também denominada Argila Natural. É a
argila em seu estado natural sem misturas.
Argila Colorida. Vide Massa Colorida.
Argila Líquida. Argila, água e um defloculante (Silicato de sódio ou
Carbonato de sódio). Usada para trabalhos com moldes (gesso).
Argila Natural. Vide Argila Bruta.
Argila Plástica. Vide Plastica. Vide
Barro Gordo/Barro Magro.
Argila em Pó. Barro desidratado e moído. Para ser
usado acrescenta-se água.
Argila Primária. Encontrada no mesmo local de sua erosão, refratária e pouco plástica.
Adiciona-se à massa quando se quer
reduzir o excesso da plasticidade da mistura. Torna-se porosa após a queima.
Argila Reciclada. Reaproveitamento de sobras,aparas. Não
perde suas características originais. A mistura pode ser feita manualmente ou
em uma maromba.
Argila
Refratária.
Mineral que possui características refratárias. Funde-se em temperatura
bastante elevada. Em torno de 1450 Cº. Em inglês é conhecida por fire-clay.
Diferente de Massa Refratária.
Argila Secundária. Plástica, encolhe bastante, pouco refratária. Sua
principal aplicação é como componente de massas para aumentar a plasticidade.
Seus
depósitos (jazidas) situam-se em locais diferentes de sua formação por terem
sido arrastadas da sua origem pela ação dos ventos, rios, chuvas etc, no
decorrer do tempo (milhares de anos). Suas
partículas são de pequeno tamanho contendo:óxido de ferro, quartzo, feldspato
e materiais orgânicos. É
encontrada em locais baixos.
Argila Vermelha. Plástica, secundária, abundante,
porosa, pouco densa. Peças devem ter paredes grossas para aumentar a resistência.
Como massa suporta temperatura até
1100º C mas é usualmente queimada em torno de 700º C. Por conter bastante
óxido de ferro apresenta-se com cores variadas – vermelha (quando
contém óxido desta cor), amarela/ocre (idem)
e preta (idem). Usada na
fabricação de tijolos, telhas, vasos etc. Vide Terracota.
Aribé ou Tacho. Peça de barro com grande dimensão
(cerca de 70 cm de diâmetro) usada no preparo de comidas para festas.
Assinar a Peça. Gravar o nome ou a marca do autor.
Usa-se também colocar a data e o local.
Atmosfera Neutra.
Quando o fluxo de ar é o adequado para queimar todo o combustível
dentro do forno.
Atmosfera da Queima. Quantidade de oxigênio no ambiente
(forno).
Azulejo. Placa cerâmica
de tamanho e espessura variáveis. Decorado e vitrificado na face exposta. A
face não exposta denomina-se Tardoz.
Veja
fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org:80/wiki/Azulejo
Azulejo de Aresta. As cores dos desenhos são separadas por arestas.
Azulejo de
Cuenca. Vide Azulejo de Aresta.
Azulejo Estampado. O desenho é obtido por meio de uma estampa ou decalcomania
coberta por vidrado transparente.Mesma coisa que Impressão a Talhe Doce.
Azulejos de Padrão.
Repetição regular e uniforme variando a composição podendo
ter 1 repetido ou conjuntos maiores de 2/2, ou mais, formando um determinado
padrão.
Azulejo Parietal. Revestimento ocupando o todo ou parte de uma parede.
Azulejos Semi-Industriais.
Vide Azulejos de Padrão.
Azulejos de Tapete.
Revestimento parietal com
repetição regular e uniforme. Vide Azulejos de Padrão.
B
www.ceramicanorio.com
Baixa Temperatura. Vide Queima em Baixa Temperatura.
Baixo Esmalte. Queima a uma
temperatura de cone 07. (1215ºC).
Baixo Vidrado-BV. (Underglaze).Pigmento
colorante estabilizado usado em decoração aplicado na argila crua ou biscoitada.
Geralmente coberto por esmalte transparente. Destinado para queima em baixa
temperatura podendo ser utilizado para colorir massas, engobes e esmaltes.
Ball Clay. Vide Argila Bola.
Barbotina. Argila misturada com água com consistência cremosa. Utiliza-se como
aderente para unir pedaços de argila ou fazer pequenos acertos e correções em
peças. Vide Argila Líquida.
Barro. O mesmo que argila. Vide Argila.
Barro Gordo. Argila com muita plasticidade possuindo boa
maneabilidade. Contém bastante
água. Amolda-se sem quebrar,rachar.
Barro Magro. Argila sem plasticidade possuindo pouca maneabilidade.
Contém pouca água. Muito quebradiço rachando com facilidade.
Barro Vermelho. Vide Argila Vermelha.
Bases de Esmalte. Ver
Vidrado-Base.
Bastão
Pastel de Cerâmica. Massa compactada na forma de bastão contendo pigmentos
óxidos de diversas cores. Usa-se, como engobe não líquido, para desenhar na
argila.
Bater o Barro. Vide
Amassar o Barro.
Bauxita. Mineral que contém muita alumina.Óxido de Alumínio.
Vide Alumina.
Beiço
da Panela.
Borda da panela.
Beliscando/Beliscar. Método de modelar a argila
amassando-a os dedos.
Bentonita. Argila bastante maleável de granulação muito fina. Alto índice de retração por
ser muito plástica. Chega a absorver água em quantidade 20 vezes superior a
seu peso. Não é usada isoladamente e sim como agente
plastificador quando misturada à barros
magros. Também usada na composição de esmaltes como aditivo de suspensão
para evitar o endurecimento e o depósito no fundo do balde.
Bilha. Vasilha de barro bojuda com gargalo estreito usada para
conter líquidos potáveis.
Biscoitada. Peça de argila que já queimou biscoito.
Biscoito.Vide Queima de Biscoito.
Bisnaga. Recipiente com bico usado para
aplicar argila líquida ou engobe na
decoração de peças.
Blue Clay. Vide Argila Azul.
Boca do Forno. Vide Fornalha.
Bolha.Defeito do esmalte. Surge na superfície
quando a queima se processa muito rapidamente.
Bolhas de Ar. São espaços existentes dentro das argilas. Precisam
ser eliminadas sob o risco de provocarem
explosões durante a queima. Vide Amassar o Barro.
Bone China. Vide Porcelana de Osso.
Borato. Mineral solúvel em água usado como fundente nos
esmaltes.
Borato de Gerstley.
Fundente de baixa temperatura. Mineral de boro. Pode ser substituído
pela Colemanita.
Bórax. Borato de sódio hidratado. Usa-se para o
rebaixamento da temperatura de fusão de um esmalte.
Borbulhas. Surgem na
superfície das peças esmaltadas. Maiores que as bolhas. O esmalte se afasta formando uma cratera. São
causadas pela liberação de gases numa queima muito rápida ou pela existência
de impurezas.
Bowl. Tigela, taça grande.
Brunir. Consiste em dar polimento
à superfície da peça em ponto de
couro. Isto pode ser feito com uma camurça fina "chamois" ou com um
objeto liso como, por exemplo, as costas de uma colher de metal, um pedaço de
osso etc. O processo torna a superfície da peça mais lisa, brilhante e menos permeável.
Método usado desde a antiguidade (período neolítico).
BV. Vide Baixo vidrado.
C www.ceramicanorio.com
Cabaça. Ferramenta usada para fazer cuias feita com fruto oco de
casca grossa da trepadeita porongo.
Usada para fazer cuias.
Cabine de Pulverização. Local apropriado para se
fazer a esmaltação de uma peça usando pistola de pintura. Evita a dispersão do
esmalte na atmosfera.
Caboré. Jarro de barro usado
para servir líquidos.
Cachimbo de Barro. Usado para fumar tabaco
principalmente em regiões menos adiantadas.
Caderno de Anotações. Objeto de consulta onde se
registram experiências com
formulações de esmaltes, técnicas usadas, resultados obtidos etc
Caieira. Forno de olaria armado com os próprios tijolos a serem
cozidos. Forno em que se calcina o cal.
Cal. Vide Óxido de Cálcio.
Calcinar. Queimar um mineral
em temperatura em torno de
900º C reduzindo-o a pó pela
eliminação da água e de
elementos orgânicos. No caso dos óxidos ficam mais concentrados.
Calcita. Carbonato de cálcio puro. Vide Carbonato de Cálcio.
Caldeando.
Vide
Esquente.
Calor vermelho. Ocorre na queima quando a temperatura do forno
está em torno de 700º C . As peças ficam com a cor vermelho-escuro. A
medida que a temperatura sobe a cor vai mudando para laranja, amarelo e quando
atinge 1300 º C fica branca.
Cana. Espátula feita
de bambu usada para alisar as
paredes das peças.
Cântaro. Vaso grande bojudo com uma ou duas asas. Confeccionado em
barro ou outro
material.
Caqueiro. Vaso de barro para planta.
Carbeto
de Silício.
Material extremamente refratário usado na fabricação de placas refratárias,
rebolos abrasivos e cadinhos para fusão.
Carbonato de Bário. Vide Óxido de Bário.
Carbonato de Cálcio. Óxido de Cálcio. Fundente,
insolúvel, refratário e branqueador, torna o esmalte mais duro e resistente além
de baixo coeficiente de expansão. Usado na composição da maioria dos
esmaltes. Fusão: 2095 a 2485º C.
Carbonato
de Chumbo.
Excelente fundente, muito venenoso. Pode contaminar alimentos principalmente os
ácidos como vinagre e sucos cítricos.
Carbonato
de Lídio. Fundente ativo que produz cores brilhantes e cristais nos
esmaltes.
Carbonato de Magnésio. Atua como fundente em temperaturas
acima de 1200º C. Em temperaturas inferiores se comporta como refratário.
Carbonato de Potássio. Óxido de Potássio, potassa. Usado nos
esmaltes.
Carbonato de Sódio.
Usado em esmaltes e como desfloculante
para barbotina ou terra sigilata.
Cariapé.
Carvão moído, cinzas, obtido da casca da árvore do mesmo nome.
Usado, misturado ao barro, para dar maior resistência e leveza ao material.
Cariátide-Artefato cerâmico com três
suportes antropomorfos
sustentando a
peça. Analogia com as cariátides gregas (figuras humanas, geralmente
femininas, esculpidas em fachadas de edifícios da Grécia antiga).
Carimbo. Vide Textuta.
Caulim. Silicato de alumina hidratado. Argila de cor branca,
primária, com elevado teor de
pureza, pouco plástico e muito refratário. Utilizada na fabricação de massa
para porcelana e em esmaltes como estabilizante.
Cauxi.
Esponja de água doce usada como aditivo misturada ao barro nas cerâmicas de
índios da Amazônia. Também conhecida como cauixi, pó-de-mico da água e coceira
da água.
Caxixi. Miniatura de peças maiores,
utilitárias ou zoomorfas, originariamente destinadas a uma finalidade lúdico — jogos e brinquedos).
Celadon. Esmalte de origem chinesa bastante conceituado na história da cerâmica.
Sóbrio, monocromático com textura visual de transparente a opalescente chegando
a opaco. Utilizado em grés e porcelana. Queima redutora na temperatura de 1230
a 1250º C no máximo. Seu principal elemento corante é o óxido de ferro
responsável pela matiz verde em vários tons, cinza, azul ou até marrom, dependendo da sua
composição.
Centralizar. Ato de colocar uma bola de argila no centro do disco (girando) de um
torno de oleiro.
Cerâmica.
Denominação da argila/massa modelada e queimada em temperatura
superior a 600O C. Fica dura e resistente. Para se tornar
completamente impermeável necessita ser esmaltada para obter uma camada vítrea.
Cerâmica
Pedra. Vide Grés.
Ceramografia. Estuda técnicas de fabricação
e decoração de objetos de argila em seus aspectos comparativos e evolutivos.
Cercadura.
Conjunto de azulejos ornamentando o contorno de uma superfície.
Cerusa/Cerusita.
Vide Carbonato de Chumbo.
Chacota.Palavra
usada em Portugal para designar pequena placa cerâmica, normalmente quadrada,
devidamente biscoitada, que quando decorada e esmaltada recebe a denominação
de Azulejo.
Chacote.
Vide Chacota.
Chamote. Pedaços de cerâmica moídos e reduzidos a pó.
Acrescentado à argila confere maior estabilidade diminuindo seu coeficiente de retração na secagem.
Chaminé. Tubo que permite expelir gases etc de dentro dos fornos.
China Clay. Denominação do caulim na Inglaterra.
Chorar. É quando o esmalte escorre pela superfície da peça.
Vide Esmalte Fluido.
Chorear. O mesmo que derramar o esmalte. Vide Derramado.
Chumbo.Vide Óxido de Chumbo.
Chumbo
Branco.
Vide Carbonato de Chumbo.
Ciclo. Duração de uma queima.
Ciclo de Queima Controlada. Relação tempo/velocidade do aquecimento do forno.
Cinza. Resíduo de queima
orgânica (madeiras,folhas,palhas de arroz etc)
contendo sílica, alumina, cálcio etc É usada como ingrediente em
esmalte de alta temperatura e na composição de algumas massas cerâmicas.
Cinza Vulcânica. Ver Pedra Pomez.
CMC. Cola vegetal que misturada ao esmalte melhora a adesão
à peça não interferindo em sua cor e facilitando
o manuseio.
Cobalto. Vide Óxito de Cobalto.
Cobre. Vide Óxido de Cobre.
Cobrinha. Argila rolada com as mãos sobre uma superfície lisa até que se torne
cilíndrica.
Usa-se para moldar peças podendo-se obter as mais variadas formas. As cobrinhas
também podem ser feitas num
equipamento mecânico – extrusora.
Cocção.
Ato ou efeito de cozer.Cozimento.
Coeficiente de Contração. É a relação da redução
argila/esmalte que ocorre após a queima, no resfriamento.Vide Contração.
Coeficiente de Dilatação. É a relação
da expansão argila/esmalte
que ocorre durante a queima.Vide Dilatação.
Coeficiente de Expansão. Vide Coeficiente de Dilatação.
Coité. Pedaço de cabaça usada na moldagem e acabamento das peças.
Coiteba. Vide Coité.
Colemanita.
Cálcio hidratado. Fundente que dá
ao esmalte um textura matizada.
Coloração da Argila. Existem barros de diversos matizes.
Sua coloração pode ser diferente
antes e após a primeira queima-biscoito.
Colorante. Óxido mineral que produz cor no esmalte, no engobe ou
nas massas. Os principais são: óxido
de ferro, de manganês, de cobalto, de cobre, de cromo, de níquel.
Cone Pirométrico. Material usado para medir a temperatura
interna do forno.
Contração. É a ação da redução esmalte/argila
que ocorre durante a queima.
O esmalte se contrai mais do que a argila deixando áreas sem esmaltação
com falhas. Vide Coeficiente de Contração.
Copuco. Espiga de milho descaroçada usada para polir. Vide
Brunir.
Coração Negro. A parte central da parede de uma peça apresenta uma cor escura.
Indica que a queima não completou seu ciclo ideal ficando, como conseqüência,
mais quebradiça. Não houve a sinterização. Vide Sinterização.
Corda Seca.
Técnica hispano-mourisco usada para decorar azulejos. As
diversas cores são separadas por sulcos preenchidos com uma mistura de óleo de
linhaça e manganês visando impedir a mistura das cores durante a queima.
Cordões de Barro. Vide Cobrinha.
Cornwall Stone.
Feldspato com duas vezes mais sódio do que potássio e muita
alumina e sílica, muito usada em engobes devido às suas propriedades adesivas.
Também chamado de English Cornish Stone. Vide Pegmatita.
Corpos de Argila. Vide
Massas Cerâmicas.
Corante. Vide Óxido Corante.
Cozer/Cozimento. Mesmo que Queimar.
Craie.
Tipo de cal, giz. Comumente chamado de Blanc de Meudon, Blanc de Troyes ou Blanc
de Espagne.
Craquelado. Pequenas rachaduras/trincas que surgem na camada
superficial do esmalte após a queima.
Crateras. Defeitos que aparecem na superfície do
esmalte após a queima. Podem ter inúmeras origens. Vide Borbulhas.
Cristal. Fragmento de esmalte ou de massa colorida,
devidamente calcinado, usado como elemento decorativo incrustado em esmaltes,
engobes etc.
Cromo. Vide Óxido de Cromo.
Crua. Vide Peça Crua.
Cuieté. Vide Coité.
Cuietê. Vide Coité.
Cuité. Vide Coité.
Cuitê. Vide Coité.
Cuiupéa. Ferramenta
indígena usada papa alisar as
paredes das peças.
Cuscuzeiro. Vasilha de barro utilizada para cozimento do cuscuz.
Custer. Palavra inglesa. Marca do fabricante de Feldspato.
D www.ceramicanorio.com
Decalque. Aplica-se na superfície da peça para isolar a área
que não se quer esmaltar. Vide Máscara.
Decantar o Barro. Armazenar em
recipiente com água por longo período. As impurezas pesadas irão para o fundo
e os fragmentos de vegetais, folhas, raízes etc, misturados ao barro irão se
decompor lentamente.
Defloculante. Sua principal utilidade é ser componente de argila líquida
usada em moldes. Aumenta a plasticidade e ajuda a suspensão das partículas.
Usa-se normalmente o silicato de sódio ou carbonato de sódio.
Derramado. Método de esmaltação que se derrama o esmalte
diretamente sobre a peça.
Descansar a Argila. Deixar a argila/massa maturar por um
determinado período.
Descascado. É quando o
esmalte que se solta da peça, depois da queima, por não ter aderido
corretamente à superfície.
Diagrama Triaxial. Representação gráfica da combinação
entre si de 3 elementos em várias proporções. Aplicado na composição de
bases de esmaltes.
Dilatação. É a expansão
da argila e do esmalte
que ocorre durante a queima. Quando o esmalte se expande mais do que a
argila deixa área sem esmalte ou deixa uma camada de esmalte muito fina e
opaca. Quando se expande menos deixa área com muito esmalte podendo surgir inúmeros
tipos de imperfeições.Vide
Coeficiente de Dilatação.
Dolomita. Carbonato natural que introduz os óxidos de cálcio e de
magnésio. Em alta temperatura é usada como fundente secundário
produzindo superfícies suaves e sedosas. Usada em massas de baixa
temperatura.
E www.ceramicanorio.com
Eartware.
Vide Terracota.
Efeito Oil. A esmaltação tem
a aparência da mistura de azeite com água, os líquidos não se juntam.
Embocadura. Vide
Fornalha.Denominação usada no Vale do Jequitinhinha-MG.
Empenar. Tensões que agem sobre as peças deformando-as
principalmente na secagem e na
queima de biscoito.Vide Secagem.
Encolhimento. Diminuição do tamanho da peça, (cerca de 10%), face
à evaporação da água contida na argila/massa quando da secagem. Também ocorre na queima de biscoito, num percentual
menor, principalmente face à incineração
de materiais orgânicos existentes na composição da massa. O percentual do
encolhimento varia em conformidade com os componentes minerais existentes no
material. Quanto mais plástica maior será o encolhimento. Pode-se reduzir o
encolhimento adicionando-se
materiais não plásticos (quartzo, caulim, chamote etc).
Enfornar. Colocar a peça no forno para queimar, cozer.
Engana-Gato. Espécie de frigideira de barro cuja
tampa se encaixa na borda da panela para impedir que os gatos a empurrem com a
pata.
English Cornish Stone. Vide Pegmatita.
Engobe. Argila em
estado mais líquido que a barbotina. Usado como elemento decorativo em peças
cruas ou biscoitadas com diversas tonalidades. Pode ser
acrescido de óxidos corantes e/ou pigmentos para produzir variadas
tonalidades.
Também conhecido como Água de Barro e Olêios (no Vale do Jequitinhonha-MG).
Vide Barbotina.
Engobe Vitrificado. Contém materiais usados na composição
de esmaltes e por isso dá efeitos similares.
Engobo. Vide Engobe.
EPK. Edgard Plastic Kaolin. Tipo de caulim comercializado nos Estados Unidos
ideal para produzir porcelanas brancas em modelagem. Usado
também na composição de
esmaltes.
Escorrer/Escorrimento. Esmaltes que descem
pela parede da peça durante a queima.
Esmaltação. Vide Esmaltar.
Esmaltar. Aplicar esmalte
(revestimento vítreo) numa peça biscoitada. Principais métodos:
imersão, derramando, pulverizando. Vide Esmalte.
Esmalte.
Vidrado/Glaze. Revestimento impermeabilizante de aspecto
semelhante ao vidro resultante da mistura de
substâncias minerais que ao se fundirem aderem ao corpo cerâmico de forma
definitiva. Podem ser coloridos, transparentes ou opacos. Torna a cerâmica
mais resistente. Contém os seguintes elementos básicos: vitrificantes,
fundentes, estabilizantes, colorantes e opacificantes. A sílica (quartzo) é o principal material vitrificante e na maioria dos
esmaltes chega a constituir, aproximadamente, 50% da fórmula. Funde em 1710 º
C.
Esmalte de Alta. A fusão ocorre quando a temperatura
excede 1200 graus C.
Esmalte de Baixa. A fusão ocorre quando a temperatura
eleva-se até 1100 graus C.
Esmalte Cristalino. Revestimento vítreo composto de
pequenos cristais. É resultante da
combinação de determinados materiais quando da formulação do esmalte e também
das condições da queima - temperatura
e resfriamento.
Esmalte com Cinza. Mistura de argila, cinza de madeira e
outros materiais.
Esmalte Fluído. Usado em decoração. Escorre na superfície
da peça durante a queima arrastando
outros materiais face ao seu baixo ponto de fusão.Vide Chorar.
Esmalte
de Média. A fusão ocorre quando
a temperatura eleva-se até 1200 graus C.
Esmalte
Saturado. Usado
em decoração. Material híbrido entre
vidrado e
colorante aplicado superposto
com outro esmalte.
Esmalte de Relevo. Usado em decoração. Material híbrido
entre esmalte e engobe. Forma ressaltos cheios, altos e bem delimitados.
Espatofluor.
Denominação em espanhol da Fluorita. Vide Fluorita.
Espodumênio. Material composto de silicato de alumínio e lítio
usado para se obter um esmalte com certa opalescência e com aspecto de madrepérola.
Abaixa a temperatura de fusão do feldspato.
Esponjar. Aplicação de esmalte na superfície da peça usando-se uma
esponja.
Esquente.
Fase
inicial da queima até 600ºC.
Estabilizante. Aumenta a viscosidade do vidrado
impedindo que ele escorra. Usa-se o óxido de alumínio.
Estanho. Vide Óxido de Estanho.
Esteco. Ferramenta usada para confeccionar e dar acabamento em
peças.
Estufa. Equipamento usado para secar peças, moldes etc.
Expansão. Vide Dilatação. Vide
Coeficiente de Dilatação.
Explosão. Estouro de peça dentro do forno face à eliminação rápida
da água contida na argila/massa em
queima de biscoito. Normalmente são
lançados fragmentos em todas as direções. Na queima de esmalte ocorre
explosão quando há bolha de ar no interior da peça. Nestes casos, na maior
parte das vesez, só acarreta rachaduras. Vide Amassar o Barro.
Extrusora. Equipamento que tem por finalidade espremer uma porção de
argila, no interior de um tubo, expelindo-a com um determinado formato.
Extrusão. Vide Extrusora
F www.ceramicanorio.com
Faiança. Massa de baixa temperatura, porosa,
pouco densa e frágil. Usa-se
na forma de Barbotina para a confecção de peças em moldes de gesso: xícaras,
vasos, canecas, jarras etc.
Faya. Ver Mufla, Saggar.
Feira de Caxixis. Exposição de cerâmica popular que
se realiza na cidade de Nazaré das Farinhas,no recôncavo baiano durante a
Semana Santa.
Feldspato. Mineral
decomposto do granito e das rochas
ígneas usado na formulação de
esmaltes e na composição de massas cerâmicas . Em esmaltes de alta
temperatura é frequentemente empregado como fundente principal. Fusão: 1180º a 1500º C.
Fenda. Vide Rachaduras.
Ferro. Vide Óxido de Ferro.
Fibra Cerâmica. Vide Manta Cerâmica.
Fibra de Vidro.Material que misturado
à argila aumenta sua plasticidade e resistência às tensões da
secagem. Ideal para o uso em peças com formas complexas. Queimada em alta
temperatura funde-se à massa.
Filito. Rocha do grupo das micas.
Fio de Arame. Fio metálico ou de nylon etc, com pegadores na extremidades. Serve para cortar, de forma uniforme, blocos ou
pedaços de
argila.
Fire Clay.
Vide Massa Refratária.
Flint. Palavra inglesa. Vide Pederneira ou Sílex.
Floculante. Material ácido que provoca a agregação de partículas
em suspensão. Na composição do esmalte evita o depósito no fundo do
balde.Vide Vinagre.
Fluorita.
Fluoreto de cálcio usado como fundente em esmaltes. CaF2.
Fornalha.
Local do forno em que se coloca o combustível (lenha). Boca do Forno.
Forno.
Local onde são queimadas/cozidas as peças de argila. Pode ser: elétrico, a gás,
a lenha etc.
Forno elétrico oxidante. Não tem chama na combustão. O calor
se propaga através das resistências. Há sempre
oxigênio em seu interior. As peças não apresentam manchas escuras que
são típicas da queima por redução-ação da chama.
Forno Redutor. Quando é insuficiente a quantidade
de oxigênio em seu interior. Os
mesmos esmaltes apresentam cores diferentes das obtidas num forno oxidante.
Forno de Teste. Equipamento com pequenas dimensões
usado para testar materiais ou queimar pequenas peças.
Fosco. Mate Sem brilho, não polido, embaçado.
Fosfato
de Cálcio.
Fundente secundário que produz opalescência e esmaltes foscos.
Fragmentação. Ocorre finda
a queima quando fragmentos do esmalte que não aderiram soltam-se da parede da
peça.
Frigideira de Testo. Panela de barro rasa, com tampa, usada
para cozer alimentos.
Frita. Sílica fundida, esfriada em água e moída.
Fundente. Óxido imprescindível na formulação dos esmaltes. Faz
baixar o ponto de fusão de materiais refratários como a sílica que é de
(1713º C) e a alumina. Exceto o óxido de chumbo os demais óxidos fundentes funcionam associados
com outros da mesma natureza. Cada fundente atua numa determinada faixa
de temperatura. Principais fundentes: óxido de sódio, de chumbo, de potássio,
de lítio, de cálcio, de zinco, de magnésio, de bário, de boro, de bismuto,
de estrôncio.
Fundir.
Ponto acima da sinterização quando da queima da argila.
Fusão. Quando o esmalte atinge seu ponto de maturação
na queima.
G
www.ceramicanorio.com
Gês. Tribo indígena do Brasil
conhecida por ter bons oleiros.
Giz.
Vide Cal.
Glaze. Vide Esmalte/Vidrado.
Goma Arábica. Produto vegetal usado como agente
aglutinante na aplicação de pigmentos sobre peças já esmaltadas e queimadas.
Mistura-se também em esmaltes que soltam
pó antes de levar as peças ao forno.
Grafito. Vide Sgraffito.
Granulometria. Tamanho das partículas componentes
das argilas.
Grapuá. Lâmina adaptada a um cabo usada como ferramenta
para misturar areia/barro visando obter liga. Usada pelas paneleiras de
goiabeiras – Vitória-ES.
Grés. Massa para ser queimada acima de 1200°C. Componentes: caulim,
argila, quartzo, feldspato e outros minerais. Várias tonalidades: branca,
creme, marrom, cinza.
Guias de Madeira. Ripas de madeira que servem para
calibrar a espessura das placas de argila quando amassadas por um rolo. Vide
Abrir Placa.
H www.ceramicanorio.com
Hachuriar.
Fazer raiados em um desenho para produzir efeito de sombra ou de meio-tom.
I
www.ceramicanorio.com
Impermeável. É o estado da superfície da peça cerâmica que não
permite a passagem de líquido pelos seus poros.
Imersão. Método de esmaltação que consiste em mergulhar a peça em um
recipiente contendo esmalte. Usa-se uma pinça ou segura-se com a mão.
Impressão a Talhe Doce. Vide Azulejo
Estampado.
Inchaço. Bolhas localizadas na superfície da peça depois da
queima. Local em que o esmalte não se fundiu adequadamente à argila.
Incisão.
Método de decoração que consiste em escavar, abrir uma fenda, numa superfície
de argila.
Incrustar.
(Inlay).Vide Incisão.
Indentação. Método de decoração que consiste em pressionar uma
argila de cor diferente sobre
outra.Vide Massa Colorida.
Inlay.
Vide
Incisão.
Insolúvel. Material que não se dissolve em água.
J www.ceramicanorio.com
Jazidas. Local onde são extraídas as argilas/barros.
João-De-Barro. Uma das aves mais populares do Brasil.
O casal faz um ninho por ano levando cerca de 15 a 18 dias. A parede é feita
com barro úmido misturado com um pouco de esterco e palha tendo 3 a 4 cm de
espessura o que lhe confere uma boa resistência.
Internamente tem uma meia-parede divisória onde situa-se a câmara incubadora e
um pequeno vestíbulo tudo forrado de palha e gravetos.
K
www.ceramicanorio.com
Kaolin. Vide Caulim.
L www.ceramicanorio.com
Lama. Vide Barbotina.
Laminadora de Placa. Vide Abridor de Placa.
Lapinha.
Antiga representação popular no gênero de um presépio. Usada nas festas de
Natal e de Reis.
Louça de Carregação. Peça de barro feita sem capricho.
Louça de Deus. Peças de barro feitas por escravos nos
feriados religiosos. Neste dia de folga trabalhavam por conta própria para
vender em seguida e ganhar algum
dinheiro.
Louça de Perfeição.
Peça de barro feita com capricho.
Louceiro(a). Quem trabalha com barro.
Lustre. Tipo de decoração que consiste da aplicação
de uma película na superfície
da peça, contendo sais metálicos, os quais
dão efeitos de ouro, prata e cobre.Queima de baixa temperatura (750º C).
M www.ceramicanorio.com
Maçarico. Queimador usado em forno a gás onde se obtêm chama.
Magnésia. Vide Óxido de Magnésio.
Magnesita. Carbonato de magnésio
usado principalmente na fabricação de refratários. Vide Óxido de Magnésio.
Magnésio.
Fundente
para altíssimas temperaturas. Não produz coloração mas interfere em tons
como os promovidos pelo óxido de ferro.
Maiólica. Processo de decoração no
qual óxidos corantes e pigmentos são pintados
sobre a superfície (clara)
de uma peça de faiança,
coberta com esmalte à base de estanho. Durante a queima os pigmentos se fundem
ao esmalte. Tem como característica cores fortes e vibrantes. Queima de baixa
temperatura. Vide Faiança.
Malha.
Espaço aberto entre “nós” de um tecido. Aplicada
numa peneira
serve para reter impurezas etc. Usada principalmente na preparação de
esmaltes, engobes etc. Tem de diversas calibragens (30/60/80/100/120).
Manta Cerâmica. Produto sintético composto de fibras
originárias do quartzo. Bastante
refratária usada como isolante em fornos.
Marca.
Vide Molde.
Marga. Calcário argiloso.
Marmorizado. Aplicação na
peça de engobes de cores contrastantes que dão o efeito de marmorização.
Maromba. Equipamento usado para misturar componentes de
argilas/massas ou em reciclagem de material.
Máscara.
Adesivo (cera, latex, parafina, papel, fita etc) colocado na superfície da peça.
Serve para isolar determinado local que se quer decorar de modo diferente com
engobe ou esmalte. Vide Decalque.
Mate. Vide Fosco.
Massa
Cerâmica.
Mistura intencional da argila natural com
materiais acessórios ( quartzo,
feldspato, chamote, bentonita, caulim, tabatinga, colorantes etc ), para se
obter especificações desejadas no
que se refere à composição, cor, plasticidade, resistência, tipo e
temperatura da queima (alta/baixa) etc.Ex: Grés (stoneware).
Massa Colorida.
Massa cerâmica feita com a mistura de
argilas de diferentes cores.
Massa
Refratária. Mistura de argila com características refratárias com outros
materiais acessórios. Usada na fabricação de placas,
tijolos, argamassas e revestimentos para montagem de fornos. Funde-se em
temperatura bastante elevada,1500º C aproximadamente.
Massapé.
Terra argilosa de cor preta formada pela decomposição
de calcários cretáceos.
Material
T. Argila branca contendo muito chamote e
material defloculante.
Maturação da Argila. Queima da argila até o seu limite de
temperatura. Sua estrutura molecular torna-se extremamente densa e a argila fica
não-porosa, impermeável e vitrificada. O limite da temperatura e o ponto da
maturação dependem da composição de cada argila/massa.
Maturação do Esmalte. Ponto em que o esmalte se funde
completamente.
Média Temperatuta. Vide Queima em Média Temperatura.
Mealheiro.
Cofre para guardar moedas feito de barro.
Memória da Argila. Acontece na peça quando a argila
reage, empenando ou rachando, em consequência
do excessivo manuseio quando da sua
confecção.
Método Triaxial. Vide Diagrama Triaxial
Minas. Vide Jazidas.
Mínio.
Óxido vermelho de chumbo. Vide Óxido de Chumbo.
Mishima. Processo de decoração que consiste em
fazer entalhes numa argila em
ponto de couro e preencher os sulcos com barbotina ou engobe de cor
contrastante.
Miuçalha. Objetos de barro de pequeno porte feitos principalmente
por aprendizes.
Mobília. Utensílios de cerâmica refratária próprios
para a montagem e sustentação das
prateleiras nos fornos. As prateleiras acomodam as peças e os suportes regulam
sua altura e posicionamento.
Molde. Modelo com formato determinado
que serve para dar feitio a uma peça. Pode ser composto de uma ou de várias
partes. É confeccionado de gesso, argila (em biscoito), vidro, plástico,
silicone etc. A argila é aplicada no molde
pressionada ou vertida fluida.
Modelagem. Método manual de confecção de um objeto com argila.
Modelagem no Torno.Vide Torno.
Moinho de Bola. Usado para moer os componentes
minerais existentes nas argilas/barros.
Monoqueima. Processo em que a peça é queimada uma só vez.
Moringa. Garrafão de barro usado para armazenar e refrescar água
potável.
Morrão. Denominação de Carvão no Vale do Jequitinhonha-MG.
Mufla. Saggar em inglês. Recipiente de argila, com tampa, onde são colocadas
pequenas (delicadas) peças para esmaltar. Opcionalmente, podem ser misturadas
com serragem, palha de arroz, óxidos etc.
Com
este artifício podem ser obtidas colorações, manchas e
efeitos muito interessantes nas peças.
O conjunto (recipiente e peças) é
colocado dentro do forno não tendo as peças contato direto com a chama.
N www.ceramicanorio.com
Naked Raku. Vide Queima de Raku Nú.
Nefelina Sienita.
Fundente
de média temperatura com ponto de fusão próximo a 1150ºC. Pode ser substituído
por uma combinação de 80% de feldspato sódico (albita) e 20% de frita
alcalina.
Níquel. Vide Óxido de Níquel.
Noborigama. Forno primitivo. Queima com lenha, em alta temperatura, com longo ciclo – 24
horas de duração. É composto de diversas câmaras situadas em aclive,
contém fornalha e chaminé.
O www.ceramicanorio.com
Olaria. Fábrica de produtos cerâmicos principalmente tijolos e
telhas.
Olêio. Vide Engobe. Vide Água de Barro
Oleiro. É quem trabalha com barro. Termo também usado para
definir quem trabalha no torno (roda) fazendo peças torneadas. Vide Torno.
Opacificidade. Capacidade de um material impedir a
passagem de luz. Vide Opacificante.
Opacificante. Material que cria uma barreira
impeditiva para a passagem de feixes luminosos. Misturado
em esmalte que contenha óxido colorante
atua clareando e modificando quase todos os matizes. É sempre uma substância
refratária. Principais substâncias opacificantes: óxido de estanho, de zircônio
e de titânio. Os óxidos de alumínio, zinco e magnésio atuam como
opacificantes se usados em grandes quantidades. O óxido de titânio além de
opacificante possui também um caráter colorante podendo produzir tons
tostados, amarelados e até azuis.
Opaco.
Que não deixa atravessar a luz.
Oxidação.Vide Queima Oxidante.
Oxidante. Vide Queima Oxidante.
Óxido. Vide Óxido Corante. Vide Colorante. Vide Fundente.
Óxido de Alumínio. Alumina. Estabilizante, muito refratário.
É componente do feldspato, caulim e ball clay.
Óxido de Antimônio. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Usa-se como opacificante em queimas de baixa temperatuta.
É tóxico. Normalmente produz cores firmes e luminosas, suporta temperatura até
900º C, usa-se em queima de baixa
temperatura - maiólica, raku, cerâmica comum vitrificada. Deve ser evitada a
aplicação em objetos utilitários
que possam conter líquidos e
alimentos.
Óxido de Bário.
Fundente
usado na composição dos esmaltes cerâmicos. Usado na forma de
carbonato. Atua como fundente secundário em esmaltes de alta temperatura
tornando-os fluidos e lustrosos. Realça as cores. É tóxico. Fusão em 1360º
C.
Óxido de Bismuto. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Boro. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Cádmo.Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Muito tóxico, normalmente produz cores firmes e luminosas,
suporta temperatura até 900º C, usa-se em
queima de baixa temperatura - maiólica, raku, cerâmica comum vitrificada. Deve
ser evitada a aplicação em
objetos utilitários que possam conter líquidos e alimentos.
Óxido de Cálcio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido
de Chumbo.
Único fundente capaz de atuar sem estar associado a outro. É tóxico Só deve
ser usado em forma de frita. Vide Fundente.
Óxido de Cobalto. Colorante usado na composição de esmaltes cerâmicos. Produz
grande variedade de tons de azuis.
Óxido de Cobre. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Produz tons verdes e turquesas.
Óxidos Corantes. Minerais que
colocados nas argilas, engobes ou
nos esmaltes dão cor às peças após a queima. São tóxicos. Os
mais utilizados como pigmentos são: cobalto,ferro, manganês e cobre. Um
mesmo óxido pode variar de cor em função da atmosfera da queima e da
combinação com outras substâncias. Vide Colorante.
Óxido de Cromo. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Produz tons verdes escuros
e tons de rosa quando associado ao estanho. Na queima de baixa
temperatura, com base de chumbo e pouca alumina, pode-se obter as cores:
vermelho, laranja e amarelo. Deve-se ter muito cuidado para não inalar a sua
poeira pois há indícios de ser tóxico e cancerígeno.
Óxido de Estanho. Atua como opacificante em todas as
temperaturas produzindo superfícies suaves e agradáveis. Usado em maiólica.
Óxido de Estrôncio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Ferro. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Possui variadas colorações. Produz
tons marrons, verdes e laranjas.
Óxido de Lítio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Magnésio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos. Vide Magnesita.
Óxido de Manganês. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Produz tons pretos,marrons e púrpuras.
Óxido de Níquel. Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Produz tons azuis,verdes,marrons e amarelos.
Óxido de Potássio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Selênio.Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos. Muito tóxico, normalmente produz cores firmes e luminosas,
suporta temperatura até 900º C, usa-se em
queima de baixa temperatura - maiólica, raku, cerâmica comum vitrificada. Deve
ser evitada a aplicação em
objetos utilitários que possam conter líquidos e alimentos.
Óxido de Sódio. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Titânio.Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Urânio.Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Vanádio.Colorante usado na composição de
esmaltes cerâmicos.
Óxido de Zinco. Fundente usado na composição dos
esmaltes cerâmicos. Em pequena porcentagem produz esmaltes lisos e lustrosos.
Em alta porcentagem produz esmaltes
foscos.
P
www.ceramicanorio.com
Paleteado.
Técnica
indígena milenar praticada no Peru. Como ferramentas são usadas uma Paleta
(pedaço de madeira com cabo) e uma Pedra (de forma arredondada e lisa de vários
tamanhos).
Papel Anagliptográfico. Possui desenhos em relevo. Usa-se na
decoração de peças pressionando-o
contra a argila ainda moldável.
Paper Clay. Mistura de papel com argila. Permite fazer formas
ousadas por ser bastante plástico resistindo bem a grandes tensões. Os objetos
ficam mais leves pois a celulose
usada na composição da massa incinera-se durante a queima.
Parafina. Material isolante usado em decoração para
fazer uma máscara
em determinada parte de uma peça.
Vide Proteção de Cera.
Parietal.
Vide Azulejo Parietal.
Pasta
Cerâmica. Vide Massa Cerâmica.
Pasta Egípcia. Cobertura usada na decoração de uma peça cerâmica. Similar a
um esmalte. Contem sódio.
Pasta de Proteção. Mistura de caulim e alumina, em proporções
idênticas. Aplica-se nas
prateleiras refratárias a fim de evitar que o esmalte grude, ao escorrer
de uma peça, durante a queima.
Patamar. Lapso de tempo de manutenção de uma mesma temperatura
durante uma queima.
Pátina.
Tratamento na superfície da cerâmica, depois da queima, que simula
envelhecimento.
Peça Crua. Argila já modelada ainda não queimada no forno.
Pederneira. Pedra muito dura que produz faísca quando ferida com instrumento de aço. Outras denominações: Silex, Pedra de Fogo, Flint.
Pedra de Fogo. Vide
Silex, Pederneiras.
Pedra Pomez. Mineral similar ao feldspato usado em
massas cerâmicas e esmaltes. Contém álcalis, óxido de ferro, alumina e sílica.
Pega. Diz-se que a argila pega, está pegando, quando encontra-se muito plástica com excesso de água. Neste estado ela gruda na mão, nas ferramentas e também na superfície de trabalho.
Pegmatita.
Mineral que contém quartzo, feldspato potásico, albita
(feldspato
sódico)
e quantidades mínimas de muscovita. Usada no Brasil como substituto do Cornwall
Stone feldspato muito comum nas receitas de esmaltes dos EUA. Na Europa é
chamada de English Cornish Stone.
Pelas. Vide Pelotas.
Pelotas. Barro em formato de bola usado no torno pelos oleiros no torno.
Peneira. Vide Malha.
Peneira de Seda. Vide Tâmis.
Pigmentos. Óxidos que dão
cor aos esmaltes, engobes e argilas.
Pintar. Esmaltar. Passar esmalte numa peça
com um pincel ou similar. Vide Esmaltação.
Pintura em Porcelana.
Vide Queima de Decoração.
Pirômetro.
Instrumento que mede a temperatura no interior de um forno.
Piroestável. Material que resiste a temperatura
elevada.
Pistola. Instrumento usado para
pulverizar esmalte numa peça. É acionado por um compressor de ar.
Placa. Usa-se para moldar peças ou como elemento decorativo. A
argila deve estar bem amassada, com espessura não muito fina e sem
bolhas de ar no seu interior. Na queima de biscoito deve ficar na
vertical longe das resistências
para receber o calor uniformemente. Vide Abrir Placa. Vide Secagem.
Placa Refratária. Chapa feita de cerâmica bastante
refratária que resista a uma temperatura superior a máxima obtida pelo forno. Vide Prateleira Refratária.
Plaqueira.
Vide Abridor de Placa.
Plastica. É a propriedade das argilas/massas de aceitarem formas sem rachar. Tem relação com os componentes minerais, o formato
das partículas, a umidade etc. Quanto mais plástica a argila maior será o seu
encolhimento. Vide Argila Plástica.
Plasticidade. Vide Plástica.
Poca. A panela poca (estoura), quando colocada no forno para
queimar, em consequencia de existir, internamente, bolha de ar na parede da peça.
Pote.Vaso para armazenar líquido com diferentes formas e dimensões.
Pontinhos. Pequenos furos que surgem na superfície do esmalte na
queima causados por bolhas de gás que estouraram.
Ponto de Amolecimento. Situação da argila quando a temperatura da queima atinge
a graduação limite de sua resistência. Após a argila deforma-se e
cai, fundindo-se.
Ponto de Couro. Também definido como consistência de sabão. Neste estado
ainda se pode aparar, cortar, adicionar partes e dar acabamento na peça
com facilidade. Passar um pouco de
vinagre (floculante) , no local a ser trabalhado, facilita a junção de partes.
Ponto Eutético. É o ponto mais baixo de fusão de
dois ou mais materiais que, individualmente, se fundem em temperatura
mais elevada do que quando misturados.
Ponto de Fusão. Etapa final do processo em
que o esmalte se funde
aderindo à superfície da peça tornando-se vítreo e impermeável.
Ponto de Fusão da Argila. Limite em que a argila se mantém
firme. Na etapa seguinte fica em
estado pastoso, deformando-se.
Ponto de Osso. É o estado da argila quando
completamente seca não aceitando mais quaisquer modificações e alterações.
É o momento que está mais frágil e o manuseio deve ser cuidadoso para evitar
quebras.
Porcelana. Massa branca muito
refratária, com pouca plasticidade. De difícil aplicação em modelagem. O uso
mais apropriado é na forma líquida em moldes. Queima em temperatura bastante elevada (em torno de 1300º C). Possui na sua composição grande quantidade de caulim,
argila, quartzo, feldspato e até ossos calcinados para torná-la mais
translúcida. No passado foi chamada de ouro branco.
Porcelana Elétrica. Destina-se
ao uso na indústria de materiais
elétricos principalmente em condensadores, resistências e isoladores.
Porcelana de Osso. Massa que tem
como base osso calcinado (fosfato de cálcio), em alta porcentagem
que age como fundente reduzindo o ponto de fusão. Pouco plástica e de
difícil manuseio só é usada por ceramistas com muita experiência e
habilidade. Suas características principais são: espessura fina, translucidez,
brancura e resistência. Queima em
1250º C. Também
utilizada na formulação de esmaltes.
Porosa. Com poros, permeável.
Porosidade. Vide Porosa.
Porrão. Pote de barro de grande dimensão, 1 metro de altura,
colocado do lado externo da casa, utilizado para armazenar água inclusive a
captada da chuva.
Potassa. Vide Óxido de Potássio.
Pote.
Vaso para armazenar líquido com diferentes formas e dimensões.
Prateleira Refratária. É uma placa de cerâmica refratária
que resiste a temperatura mais alta do que a da queima. Local onde são
arrumadas as peças dentro do forno.
Processo de Secagem. Pra evitar tensões as peças
devem secar de forma lenta, inicialmente sempre cobertas, longe dos raios
solares, em local ventilado mas sem corrente
de ar, preferencialmente sobre
ripas de madeira para permitir a aeração por baixo . Não de deve colocar
“peso” em cima com o propósito de evitar
empeno. Vide Secagem.
Proteção de Cera. Cobertura isolante
composta de parafina líquida que
resiste à ação do engobe ou do esmalte durante a queima.
Púcaro. Pequeno vaso de barro com asa.
Pulverização. Modo
de esmaltar numa peça.Vide
Pistola.
Puxar o Barro. Levantar a parede da peça com as mãos.
Q www.ceramicanorio.com
Quarta. Recipiente de barro similar à Moringa.Vide Quartinha.
Quartinha. Copo de barro com tampa. Faz conjunto com a moringa.
Quartzo. Mineral dos mais abundantes da crosta terrestre. Na forma
de Sílica é componente
mais importante dos vidrados. Vide Sílica.
Queima. Submeter a peça cerâmica a uma alta temperatura em um
forno. Variáveis: Temperatura que é a quantidade de calor que o
material recebe; Atmosfera que é a quantidade de oxigênio existente no
forno.
Queimador. Vide Maçarico.
Queimar. Levar a peça ao forno. A argila só se transforma
completamente em cerâmica quando
é queimada numa temperatura
superior a 800º C .
Queima em Alta Temperatura. Quando a temperatura do forno
atinge mais de 1200º C aproximadamente
Queima em Baixa Temperatura.
Quando a temperatura do forno atinge no máximo 1100º C aproximadamente.
Queima de Biscoito. Primeira queima da argila sem a aplicação de
esmalte. É quando a argila/barro se transforma em cerâmica. Normalmente
eleva-se a 800/900OC. Até os 200OC deve ser bem lenta
para permitir uma gradual evaporização
da água sem causar grandes tensões, evitando rachaduras.Dura cerca de 8 horas.
Queima de Decoração. Baixa temperatura (650º C), ciclo
curto. Usam-se colorantes específicos
aplicados em peças já vitrificadas. Ex Pintura em porcelana.
Queima de Esmalte. É a aplicação de um revestimento vítreo,
transparente ou não, na peça. Vide Queima de Alta/Baixa/Média
Queima em Média Temperatura. Quando a temperatura do forno
atinge no máximo 1200º C aproximadamente
Queima por Oxidação. Ver
Queima Oxidante.
Queima Oxidante. Quando há oxigênio na câmara de
combustão do forno.
Queima de Raku. Processo realizado em forno
apropriado (revestido
de manta cerâmica ou construído com
tijolos refratários), com combustão a gás. Similar à cerâmica
tradicional com menor tempo de duração da queima. Queima de biscoito e após
queima para esmaltação. Temperatura máxima de (1000º
C).
Esmaltes e massas específicos.
Queima de Raku Nú. Naked Raku. Processo similar
ao da queima tradicional de Raku. A diferença é que se aplica na peça
um engobe intermediário que
impede a adesão do esmalte na sua superfície
tornando-a sem brilho mas apresentando craquelados e manchas enfumaçadas.
Queima por Redução.Ver Queima Redutora.
Queima Redutora. Quando a quantidade de oxigênio no
ambiente é pouca. Fornos de
combustão à lenha, gás, óleo
etc.
Queima de Sal. Usada em forno a lenha. O sal é introduzido
no forno, através de um orifício. Quando a temperatura atinge 1300º C o sódio,
ao se combinar com a sílica da argila, produz um efeito lustroso na superfície
da peça. É uma queima altamente tóxica sendo proibida em alguns países.
R www.ceramicanorio.com
Rachaduras. São fendas que podem aparecer nas peças durante a
secagem ou após a queima. A ocorrência se dá por várias razões. Vide
Secagem.
Raku. Vide Queima de Raku.
Razorita. Borato de sódio.
Reciclar. Vide Argila Reciclada.
Redução. Diminuição da
quantidade de oxigênio na queima. Vide Queima Redutora.
Refratário. Material com ponto de fusão elevado.
Réguas. O mesmo que Guia de Madeira.
Relevo.
Método de decoração que forma uma saliência (ressalto)
sobre uma superfície de argila.
Resfriador. Recipiente de barro de formato côncavo, contendo água,
usado para resfriar alimentos e objetos.
Resfriamento. Após a queima as peças devem
resfriar lentamente no interior do forno durante horas sob o risco de racharem
em função do choque térmico quando do contato com a atmosfera exterior mais fria.
Retração. Vide Encolhimento.
Rib. Borrachinha usada para dar acabamento na superfície das
peças.
Roda. Vide Torno.
Rolo. Peça de madeira cilíndrica usada para amassar a argila quando se faz uma placa.
Rolete.
Vide Cobrinha.
Rutílio. Vide Óxido de Titânio.
S www.ceramicanorio.com
Saggar.
Vide Mufla.
Salva. Tipo de bandeja redonda e pequena.
Secagem.
Eliminacão da água existente na argila. Os barros muito maleáveis perdem na
secagem 5 a 10 % do seu volume. Os
menos maleáveis cerca de 3 a 5 % ; e os barros magros ainda menos. Vide
Processo de Secagem.
Seringa. Vide
Bisnaga.
Sgraffito.Método de decoração que consiste em raspar
parte do esmalte ou engobe aplicado em uma
peça visando revelar o contraste com a cor da argila que se encontra por
baixo.
Shino.
Tipo de cerâmica (louça) da região de Seto no Japão. Consiste de um
esmalte branco, viscoso que é aplicado sobre decoração feita com
óxido de ferro ou em sgrafitto.
Sienitos. Rochas alcalinas sem quartzo.
Silex. Mistura irregular de calcedônia com certa proporção de
sílica hidratada (opala).
Vide Pederneira. Pedra de Fogo.
Sílica. Mineral vitrificante mais importante na formulação de
esmaltes. Encontrado também na composição de todas as argilas. Vide Esmalte.
Vide Quartzo.
Silicato. Numeroso grupo de substâncias minerais
constituídas pela combinação da sílica
com um ou mais óxidos metálicos e água.
Silicato de sódio.
Componente principal do vidro. Também usado em esmaltes e como
desfloculante em barbotinas e no preparo da terra sigilata.
Utilizado na composição de cimentos refratários e adesivos.
Silicato de Zircônio. Ver Ultrox.
Sinterização. Ponto de integração máxima dos minerais
de uma argila durante uma queima. Ultrapassando entram em desintegração e se
fundem, derretem, se tornando uma pasta. Vide Coração Negro.
Slip. Palavra inglesa. Vide Engobe.
Soda. Vide Óxido de Sódio.
Soda Solvay.
Vide
Carbonato de Sódio.
Stain. Vide
Baixo-Vidrado-BV.
Stencil. Técnica de aplicação de esmaltação
oposta à da máscara. Isola-se a área em torno do desenho que se quer
colorir.
Stoneware. Massa
para queima em alta temperatura. Vide
Grês.Vide Cerâmica Pedra.
Subcozimento. É quando o esmalte não atinge o seu ponto de fusão
durante na queima. A peça fica com uma textura áspera, fina e sem brilho.
Supercozimento. É quando o esmalte passa do seu
ponto de fusão.
Superfície Seca. Causada pelo subcozimento. O esmalte
fica com uma camada muito fina, fosca, áspera.
Suportes. Peças de argila refratária que servem para sustentar e
regular a altura das prateleiras do forno.
T
www.ceramicanorio.com
Tabatinga. Argila de cor branca. Usada para fazer decoração em peças.
Vide Engobe.
Tacho. Vide Aribé.
Taguá. Argila vermelha rica em óxido de ferro.
Talco.
Silicato de magnésio hidratado. Usado em esmaltes. Contém magnésio e sílica.
Fundente secundário. Nas massas
serve para diminuir a intensidade do choque térmico.
Talha. Vaso de barro grande, bojudo, usado principalmente para
armazenar água.
Talhe Doce. Vide Impressão a Talhe Doce. Vide Azulejo
Estampado.
Talisca. Ferramenta para decorar
peças usando tabatinga.
Tâmis. Peneira de seda.
Tanque de Reciclagem. Local onde são armazenadas as sobras
de argila para serem reaproveitadas. Vide Argila Reciclada.
Tardoz. A face não
exposta de um azulejo.Costuma conter sulcos ou saliências para facilitar,
usando uma argamassa, a fixação em uma superfície.
Tauá. Engobe usado em decoração de peças proveniente de
argila aluvional rica em óxido de ferro. Dá coloração avermelhada às peças
após a queima.
Tauariê. Na língua indígena Tupi significa barro
bom.
Temperatura de Vergamento. Tem
relação com a composição da massa. Ocorre antes da fusão se completar. A peça
se desmorona.
Temperatuta da Queima. Termo que se refere à fusão do
esmalte com a argila na vitrificação ou
a temperatura apropriada para a cozedura da
massa cerâmica.
Tensão. Intensidade de uma força numa área ou superfície de
uma peça. Na secagem ocorre quando a evaporação da água se dá
de forma muito rápida. Acarreta
rachaduras e empenamentos. Vide Secagem. Vide Processo de Secagem.
Terceira Queima. Método de decoração de esmalte que
consiste em colocar a peça para queimar pela terceira vez. Pouco usado.
Termopar. Bastão térmico
que acoplado a um pirômetro serve para medir a temperatura interna de um forno.
Terracota. Argila vermelha,
rica em óxido de ferro, própria para a
queima em baixa temperatura. Normalmente utilizada na confecção de tijolos, telhas,vasos etc.
Também se usa a palavra Terracota ( terra queimada)
para se referir a uma escultura
de barro vermelho. Vide Argila Vermelha.
Terra Sigilata. É um engobe utilizado na decoração
de peças podendo ser acrescido de óxidos colorantes. Obtem-se através da
decantação de uma porção de argila aproveitando-se as partículas mais
finas.Também conhecida como Água de Barro.
Tessela. Pequenos quadrados usados na confecção de mosaicos.
Textura. Marca com desenho, traço etc na superfície de uma peça.
Pode ser feita com quaisquer instrumentos.
Tinta. Vide Esmalte.
Tinta de Formigueiro. Engobe feito com barro de formigueiro
abandonado. Usado pelas ceramistas de Inhaúma-MG.
Tornear. Fazer peças no torno. Vide Torno.
Torno. A mesma coisa que Roda. Método de moldar peças com as mãos
através de um disco que gira. Usado desde a antiguidade. A força motriz mais
usada atualmente é o motor elétrico. No passado usavam-se os pés e as
mãos. Quem trabalha no torno é Oleiro.
Torno de Mesa. Usado para trabalhar no acabamento de
peças. É um prato que gira manualmente facilitando observar a peça sob todos
os ângulos. Usa-se também quando
se esmalta pulverizando.
Trempe. Arco de barro com três pés utilizado como suporte para
panelas.
Triaxial. Veja Diagrama Triaxial.
Trilha. Método de decoração que consiste em fazer desenhos na
argila, ainda no ponto de couro, com engobe ou esmalte, usando uma bisnaga etc.
Trincas. São rachaduras, não intencionais, que aparecem na superfície
esmaltada da peça.
Turfa. Matéria orgânica em decomposição de cor escura encontrada
junto com argilas secundárias em regiões de baixadas e pântanos. Após a
queima torna-se muito porosa
em
função dos materiais orgânicos que se incineram sob ação do calor.
U
www.ceramicanorio.com
UG. (underglaze). Pigmento colorante estabilizado usado em decoração
aplicados na argila crua ou biscoitada. Geralmente coberto por esmalte
transparente. Destinado para queima em baixa temperatura podendo ser utilizado
para colorir massas, engobes e esmaltes.
Ulexita. Borato de cálcio e sódio.
Ultrox. Silicato de Zircônio.
Vide
Zircopax.
Underfired.
Não fusão.
Underglaze. Vide UG. Vide Baixo Vidrado-BV.
V
www.ceramicanorio.com
Vazelina. Líquido pastoso usado para isolar uma determinada parte
da peça impossibilitando a adesão
do esmalte no local.
Vermiculita. Mineral
originário da decomposição da mica. Quando submetido ao calor
expande seu volume 15 a 20 vezes. Usado como isolante térmico.
Verniz. Vide Esmalte.
Vidrada com Pedra Moída. Esmaltar com sílica.
Vidrado. Vide Esmalte.
Vidrado-Base. Matriz Vítrea. É a menor combinação de substâncias
– vitrificantes, fundentes e estabilizantes -
capaz de formar um esmalte. Numa segunda etapa são acrescentados os óxidos responsáveis pela cor e a
opacidade. Vide Esmalte.
Vidramento. Vide Esmaltar.
Vinagre. Material floculante usado em peças para
reparar rachaduras ou juntar partes. Pode-se aplicar simultaneamente com
barbotina. Vide Floculante.
Virar a Panela. Emborcar a peça para alisar a lateral e o fundo.
Viscosidade. Capacidade de fluir do esmalte quando aplicado sobre uma peça.
Visor. Orifício existente na porta, ou no corpo do forno, que
permite a observação de seu interior durante a queima incluindo a visão dos
cones pirométricos.
Vitrificação. Acontece na queima quando a temperatura atinge o ponto
de fusão do esmalte. A superfície da peça fica lisa, impermeável e não
porosa.
Vitrificante. Sílica, quartzo. Mineral formador do
vidro. Principal material componente do esmalte.
W
www.ceramicanorio.com
Wax Resist. Vide Parafina.
X www.ceramicanorio.com
Y www.ceramicanorio.com
Z www.ceramicanorio.com
Zoomorfo. Que tem forma de animal. Vide Antropomorfo.
Zircopax. Opacificante comercial que
pode ser substituído por Óxido de estanho ou Silicato de zircônio.
Copyright © 2000 RWBG.
Todos os direitos reservados.
Observação: Em caso de reprodução
desta página, até mesmo sem a devida autorização, não deixe de citar a
fonte: www.ceramicanorio.com
Ir
topo
|
|