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Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
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PAINEL DE  PORTINARI 
 NA ESCOLA MUNICIPAL DO CONJUNTO PEDREGULHO.

Rio de Janeiro-RJ.

  A Escola Municipal Edmundo Bittencourt, situada no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica, possui importantes obras de consagrados artistas.

Na fachada principal da edificação há Painel de Azulejos criado por  Portinari. No pátio interno existe um  Painel de Vidrotil desenhado por  Burle Marx. De Burle também há um afresco na sala da Diretora.

O projeto do conjunto habitacional e da escola são de Affonso Eduardo Reidy, um dos mais importantes participantes  da  moderna arquitetura brasileira.
 

Vista Geral

Detalhes:

 

 

  Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Painel de Azulejos de Portinari
Escola Municipal Edmundo Bittencourt

Rua Lopes Trovão s/n-Benfica
Rio de Janeiro-RJ

 

Conheça a OSIARTE, Atelier de Arte Decorativa, de Paulo Rossi Osir, que nas décadas de 40 e 50, d
o século passado, produziu a maioria dos Painéis de Azulejos do Brasil.

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No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir- Palácio Gustavo Capanena antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres. Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver influências de seus vizinhos europeus - espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam  principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo,
cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam.

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc

 

 

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