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Painel de Djanira (Santa Bárbara) no
Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
Rio de Janeiro-RJ

 

                                                          Detalhe:

 

 

 

 

 


 

O PainelSanta Bárbara” foi concebido em 1964 pela artista plástica Djanira da Motta e Silva (1914-1979) e se encontra instalado no Museu Nacional das Belas Artes-MNBA no Rio de Janeiro-RJ.

Originalmente era formado por 5300 azulejos ocupando uma área de 130 metros quadrados. Posteriormente sofreu uma redução de 10%.

Foi concebido em homenagem aos 18 operários que faleceram num desabamento durante os trabalhos de abertura do Túnel Santa Bárbara, que liga o bairro do Catumbi ao das Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro-RJ.

Observe-se que a invocação a Santa Bárbara deve-se ao fato de ser a mesma padroeira dos mineiros e trabalhadores em galerias subterrâneas.

Inicialmente o Painel foi instalado numa pequena Capela localizada em uma gruta em cima do túnel, tendo lá permanecido por 20 anos.

Em 1984, face as suas precárias condições decorrentes de infiltrações e umidade, o Painel foi retirado para ser recuperado e reinstalado num local a ser posteriormente definido pelas autoridades.

Em 1990 o Governo Estadual, o Museu Nacional das Belas Artes-MNBA e a Fundação Roberto Marinho firmaram parceria visando o restauro da obra e instalação no Pátio Lily e Roberto Marinho,  no MNBA.

 

 

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Painel de Djanira
Santa Bárbara

Museu Nacional de Belas Artes-MNBA
Av Rio Branco 199-Centro
Rio de Janeiro-RJ

 

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC;  Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir -  Palácio Gustavo Capanema antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres. Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver influências de seus vizinhos europeus - espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam  principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era semi-industrial ou industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente principalmente pelos portugueses, ao contrário do que muitos pensam.

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc.
 

 

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