CONHECER  NO  RIO
Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
CERÂMICANORIO         www.ceramicanorio.com

Painel de Burle Marx e Haruyoshi Ono 
na Fazenda Marambaia
Petrópolis-RJ. (Correias).
1994

 


Roberto Burle Marx
, (1909-1994), paisagista famoso no mundo inteiro, deixou um grande legado de obras como pintor, desenhista, gravador, tapeçeiro, muralista, designer de jóias etc. 

Este Painel de Azulejos teve como co-autor
Haruyoshi Ono, arquiteto, sócio e colaborador de Burle, que o sucedeu na direção da empresa de paisagismo.

O Painel está instalado na Fazenda Marambaia, em Correias, Petrópolis-RJ, de propriedade de Luiz Cezar Fernandes. No local  há jardins também projetados por  Burle Marx com milhares de espécies de plantas catalogadas.

Note-se que a confecção do Painel  foi feita pela empresa Gea Cerâmica em 1994, ano que Burle Marx faleceu,
aos 84 anos de idade.

 

                    Detalhes

   

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Fazenda Marambaia
Petrópolis-RJ. (Correias)


Burle Marx
Conheça o Sítio Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro-RJ
SÍTIO  ROBERTO BURLE  MARX]

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres.  Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver influências de seus vizinhos europeus-espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.

Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam.

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc
 

Volta Conhecer no Rio

Ir Página Principal:  CERÂMICANORIO   www.ceramicanorio.com