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Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
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Painel do Burle Marx  
na Escola Municipal Edmundo Bittencourt no Conjunto Habitacional Pedregulho,
confeccionado com vidrotil

 

Roberto Burle Marx, paisagista famoso no mundo inteiro, deixou um grande legado de obras como pintor, desenhista, gravador, tapeçeiro, muralista, designer de jóias etc. 

A escola municipal Edmundo Bittencourt, situada no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro-RJ, possui importantes obras de consagrados artistas.
 
O projeto do conjunto habitacional e da escola  são do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, um dos mais importantes participantes da moderna arquitetura brasileira.

O Painel abaixo, concebido por Burle Marx, é feito com pastilhas de vidrotil e está situado no pátio interno. Também de  Burle há um afresco na sala da Diretora.

Na fachada principal da edificação há um Painel de Azulejos desenhado por Portinari que pode ser conhecido em outra página deste site.

 

 

   

 

 

 

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Painel de Burle Marx na
Escola Municipal Edmundo Bittencourt
Conjunto habitacional do Pedregulho
Benfica
Rio de Janeiro-RJ


Burle Marx
Conheça o Sítio Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro-RJ
SÍTIO  ROBERTO BURLE  MARX

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir- Palácio Gustavo Capanema antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres. Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver influências de seus vizinhos europeus-espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam  principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam. 

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc

 

 

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