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Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
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Painel de  Burle Marx  
no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira
Rio de Janeiro-RJ
1952

Roberto Burle Marx, (1909-1994), paisagista famoso no mundo inteiro, deixou um grande legado de
obras como pintor, desenhista, gravador, tapeçeiro, muralista,  designer de jóias etc.

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Pesquisa,texto e fotos: Renato Wandeck

Painel de Burle Marx no
Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira -
Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ
Avenida Trompowsky s/nº - Ilha do Fundão
Rio de Janeiro-RJ
Execução: OSIRARTE


Burle Marx
Conheça o Sítio Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro-RJ
SÍTIO  ROBERTO BURLE  MARX

 

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir- Palácio Gustavo Capanema antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres.  Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube  absorver  influências de seus vizinhos europeus-espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam principalmente Igrejas e Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam. 

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Burle Marx, Portinari, Djanira, Paulo Werneck e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc

 

 

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