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Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
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Painel de Burle Marx na
Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz
Rio de Janeiro-RJ

  Roberto Burle Marx, paisagista famoso no mundo inteiro, deixou um grande legado de obras como pintor, desenhista, gravador, tapeçeiro, muralista, designer de jóias etc   

Painel de Azulejos em questão está localizado na fachada do Pavilhão Arthur Neiva, antigo Pavilhão de Cursos, edificado entre os anos de 1947 e 1951, projeto de Jorge Ferreira da primeira geração de arquitetos modernistas brasileiros.

 

 

 

 

O Painel, datado de 1947, ocupa a parede externa do auditório. Na parte superior possui a forma de uma parábola. Foi desenhado por Roberto Burle Marx, artista com forte influência pós cubista que absorveu muitas características do modernismo - anos 40 e 50.

O tema dominante são os microorganismos da água. O autor, usando o branco e tonalidades do azul, representou a vida aquática quando observada  numa visão microscópica.
 



                        
Detalhes

 

  Observamos que originalmente o painel era composto de duas seções. Sem que saiba a razão os azulejos da parte inferior, no nível do solo, atrás das pilastras de sustentação, foram retirados e substituídos por pastilhas. Uma porta que existia, forrada com os azulejos, dando continuidade ao desenho, foi substituída por uma  de madeira e vidro.  

 

 

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Painel de Burle Marx na
Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz
Av. Brasil 4365-Manguinhos
Rio de Janeiro-RJ
 


Burle Marx
Conheça o Sítio Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro-RJ
SÍTIO  ROBERTO BURLE  MARX

 

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir -  Palácio Gustavo Capanema antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres. Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver  influências de seus vizinhos europeus-espanhóis, franceses, italianos e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam  principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam. 

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira e outros artistas  em Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc

 

 

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