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Painéis: Azulejos, Cerâmicos, Pastilhas,  Mosaicos etc.
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Painel de Azulejos de Anísio Medeiros
no Monumento das Praçinhas - Museu da II Guerra Mundial

1959

  No local existem dois Painéis de Azulejos de autoria de Anísio Medeiros. "Homenagem aos militares da Marinha de Guerra, e as tripulações e passageiros de navios da Marinha Mercante, mortos durante a 2ª Guerra Mundial".
Encontram-se localizados na parte externa. Na parte interna há um afresco também de autoria de Anísio medindo cerca de 15 metros. 
 



Detalhes

 


 

 

 

 

 

 

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Painéis de Azulejos de Anísio Medeiros no Monumento dos Praçinhas -
Museu da II Guerra Mundial
Av Infante Dom Henrique 75
Aterro do Flamengo-Flamengo
Execução: Américo Braga
   http://www.americobraga.net/
Rio de Janeiro-RJ

 

 

No século XX consagrados artistas brasileiros desenharam Painéis de Azulejos na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
Cândido Portinari - Palácio Gustavo Capanena antigo MEC; Djanira - Túnel Santa Bárbara, posteriormente remontado no  Museu Nacional de Belas Artes; Burle Marx - Instituto Moreira Sales e Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz, e em vidrotil na escola municipal Edmundo Bitencourt, no conjunto habitacional do Pedregulho, no bairro de Benfica; Anísio Medeiros - Monumento da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo; Paulo Rossi Osir - Palácio Gustavo Capanema antigo MEC e Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, Pavilhão do restaurante.

O uso de azulejos no  Brasil teve início com os colonizadores portugueses. O período mais importante foi no século XVIII.

O final do século XVII e primeira metade do XVIII, barroco em Portugal, é considerada a época de ouro da azulejaria portuguesa, sendo conhecida como Ciclo dos Mestres. Havia grande produção inclusive face as enormes encomendas destinadas ao Brasil, sua principal Colônia.

Portugal com competência e sabedoria soube absorver  influências de seus vizinhos europeus - espanhóis, franceses, italianos, ingleses e holandeses, povos que aprenderam a azulejaria graças a convivência com os invasores, vindos do oriente, mouros muçulmanos do norte da África e árabes que se instalaram no Mediterrâneo.

Painéis, de grandes dimensões, ornamentavam  principalmente Igrejas e  Palácios. Os temas abordados eram cenas religiosas, bucólicas, mitológicas etc. Nestes a cor predominante era o branco com vários tons de azul.

Os Azulejos Padrão, com desenhos uniformes, com cores variadas, eram usados como revestimento e decoração. Eram aplicados nas fachadas e no interior das edificações. Sua produção era industrial, processo que permitia elevado volume de produção e redução do preço de venda.


Testemunhos deste período, no Brasil, são encontrados em São Luiz, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades históricas mineiras e outras.

Deve-se notar que a palavra Azulejo se refere a um pequeno ladrilho esmaltado. Sua etimologia  deriva do termo árabe ac-zulaca ou azzelij, usado para designar superfícies brilhantes. O nome não tem relação com a cor azul, tonalidade muito usada nos painéis de antigamente, ao contrário do que muitos pensam. 

Existem muitos outros  Painéis de Azulejos concebidos por Portinari, Djanira, Burle Marx, Paulo Werneck, Anísio Medeiros e outros artistas no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Cataguases, Juiz de Fora, São Paulo, Paris etc

 

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