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CERAMISTA DA
VEZ
www.ceramicanorio.com

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Ateliê Máyy Koffler |
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Currículo no
final

| Máyy
Koffler
Mulheres Tallanes
Diâmetro: 12 cm
Altura: 23 cm
Técnica: Paleteado e engobes
Cerâmica/Baixa
Temperatura: 1.000º C
Forno a gás
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| Máyy
Koffler
Povo
Brasileiro
Diâmetro: 36 cm
Altura: 10 cm
Técnica: Paleteado
Grés
Detalhes em ouro
Temperatura: 1.000º C
Forno a gás
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Máyy
Koffler
Historinhas
Diâmetro: 22,5 cm
Altura: 9 cm
Técnica:
Paleteado
Porcelana e grés
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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Máyy
Koffler
Trevo
Diâmetro: 23 cm
Altura: 6 cm
Técnica: Paleteado
Porcelana colorida
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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Máyy Koffler
Quatro Pontas
Largura: 23 cm
Comprimento: 24 cm
Altura: 12 cm
Técnica : Paleteado
Porcelana
Temperatura:
1.260º C
Forno elétrico |
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| Máyy
Koffler
Senhora do Fruto
Altura: 35 cm
Técnica: Paleteado
Porcelana
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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| Máyy
Koffler
Sonhos
Diâmetro: 25 cm
Altura: 4 cm
Técnica: Paleteado
Porcelana colorida
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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Máyy Koffler
Galáxia
Diâmetro: 24,5 cm
Altura: 3,5 cm
Técnica: Paleteado
Porcelana colorida
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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| Máyy
Koffler
Mama Ocllo
Altura: 37,8 cm
Técnica: Paleteado
Porcelana colorida
Temperatura: 1.260º C
Forno elétrico
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Fotos: Máyy Koffler
Contato:
Ateliê
Máyy Koffler /
Rua Carlos Petit 312 / Vila
Mariana / São Paulo - SP /
CEP: 04110-001 / Tel: 0xx11 5549-9655 /
mayy.arte@estadao.com.br
http://www.mayykoffler.com.br/
Currículo:
Nascida no Paraguai em 1952 e radicada no Brasil em 1968,
Máyy Koffler
formou-se pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (Licenciatura em Educação
Artística) em 1979.
Optou pela arte da cerâmica como forma principal de expressão, pesquisando
continuamente este material e técnicas.
Desde então, expõe suas obras em vários lugares e atua também como docente em
várias instituições e em seu atelier em São Paulo-SP.
Foi um marco no crescimento profissional da artista o período de estudos no
Peru, onde aprendeu técnicas tradicionais da cerâmica pré-colombiana: o Paleteado
e a queima Positivo/Negativo.
Em 2004 realizou mais uma viagem de estudos ao norte do Peru, e assim deu início
ao projeto “Chulucanas – Um jeito especial de fazer cerâmica”. Em
seu retorno ao Brasil, aplicou o conhecimento da mais recente pesquisa para
produzir obras especiais as quais vêm sendo apresentadas em uma série de
exposições.
O Paleteado e sua História
Das civilizações da Antigüidade que nos legaram técnicas de artesanato, os povos
que habitavam as Américas antes da chegada de Colombo ocupam lugar especial.
Nestas civilizações, denominadas pré-colombianas, a cerâmica assumiu uma
importância tão grande que podemos redescobrir seu modo de vida tradicional, sua
religião, sua arte, enfim, sua visão de mundo, através da cerâmica que
produziram.
Na América do Sul, muito antes do conhecido Império Inca, outros povos
desenvolveram técnicas de cerâmica que permaneceram como patrimônio das nações
que ainda habitam os Andes, verdadeiros herdeiros de povos ancestrais que
ergueram reinos e impérios nas cordilheiras e florestas da América Latina.
Presente nas antigas culturas pré-incaicas das zonas
costeiras peruanas - e, principalmente, na denominada cultura Vicús (florescente
entre 500 a.C. e 500 AD), o Paleteado f irmou-se como
técnica de modelagem tradicional. Ainda hoje a técnica é utilizada pelas
populações das províncias do norte do Peru, próximas da fronteira com o Equador,
além de várias outras localidades da costa peruana.
Em meados do século passado um intenso trabalho
arqueológico coloca em questão a tradicional cerâmica Vicús e a permanência
desta prática nas comunidades próximas aos sítios arqueológicos. A partir de
1960 se fizeram importantes descobertas arqueológicas na Serra Vicús em
Chulucanas, onde foram encontrados numerosos vestígios da cultura que se
batizaria com o mesmo nome e que foi desenvolvida pelos antigos Tallanes.
Este achado foi um acontecimento notável, que repercutiu entre os artesãos
ceramistas locais.
Durante vários anos estes ceramistas realizaram ensaios
tímidos orientados por arqueólogos, modelando miniaturas em argila nas quais
tratavam de resgatar as antigas técnicas dos tallanes-vicús.
A redescoberta de sua identidade cultural, através das
escavações arqueológicas e da retomada das técnicas antigas, aliado ao apoio de
instituições permitiu um completo florescimento da produção ceramista de
Chulucanas.
A partir dos anos 80, a facilidade das comunicações, a
renovação do interesse pelo resgate de técnicas tradicionais por artistas
plásticos, aliada à formação de novas gerações de artesãos ceramistas permitiu
que o Paleteado fosse transmitido para a cidade grande
e, em um segundo momento, cruzasse as fronteiras andinas.
Hoje,
centenas de pessoas espalhadas pelos povoados da costa norte peruana dedicam-se
à produção cerâmica utilizando a técnica do Paleteado
tanto para a prática artesanal de utensílios domésticos, quanto para a provisão
do mercado turístico.
Já os artistas
plásticos e ceramistas que se dedicaram ao Paleteado encontraram
nesta técnica possibilidades de matizes contemporâneos, pois que a força
expressiva inerente à técnica acaba por torná-la constante fonte de desafios e
descobertas.
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