ARTE
POPULAR CERÂMICANORIO
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Veja no final trabalhos de
José
Geraldo Germano, Newton de Souza,
Raquel Sant'Ana dos Passos
e Thais Haderbeck de Oliveira, ceramistas de São José-SC.
Olaria Beiramar
São José-SC
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Na Olaria
Beiramar o ensino do torno se dá através da roda de oleiro
tradicional |
Trabalhos de alunos
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No século XVIII açorianos imigraram para o norte e sul do Brasil, principalmente para Santa Catarina, trazendo o conhecimento de vários ofícios dentre eles a olaria/cerâmica. Observamos que em São José, havia, em 1940, cerca de 50 olarias em funcionamento produzindo peças utilitárias – caçarola, alguidar, mata-fome, boião, moringa, sopeira, açucareiro, frigideira, bule, chaleira, xícara, pires etc - mercadorias que atendiam toda a demanda da região e de cidades e estados próximos. Digno de nota é o fato de a arte do torno ser ensinada, atualmente, na Olaria Beiramar, com a roda de oleiro tradicional feita de madeira e movida com os pés – tradição de seus antepassados açorianos. Outras técnicas de modelagem como maciço ocado, rolinho e placa também são oferecidas aos alunos além de decoração com engobe, esmalte e pintura a frio, em aulas na parte da manhã e da tarde. Quanto às queimas, são realizadas em forno elétrico Na Olaria são confeccionadas peças utilitárias e decorativas. Há artistas que retratam manifestações folclóricas, como o Festa do Divino Espíríto Santo, a Procissão do Senhor dos Passos, o Boi-de-Mamão, o Pau de Fitas, o Terno de Reis, o Pão-por-Deus, e ainda Presépios e Lavadeiras etc, trabalhos vendidos para turistas, e outros consumidores, diretamente ou em lojas. São José, antes denominada São José da Terra Firme, cidade litorânea, com cerca de 200.000 habitantes-IBGE/2008, situa-se a 6 km da capital do estado, Florianópolis, hoje também conhecida como Floripa. A área cultural, no município, é bem assistida através da Casa da Cultura, Museu Histórico, Arquivo Histórico, Teatro Adolpho Mello, Biblioteca Pública, Centro Multiuso, Olaria Beiramar e Escola de Oleiros. Todos estas entidades trabalham, de forma integrada, desenvolvendo projetos, políticas e normas relativas ao incremento da cultura e ao turismo, assegurando a preservação e recuperação do patrimônio histórico, com a conseqüente geração de emprego e de renda na região. A vinda de milhares de imigrantes açorianos para o Brasil – denominados Casais Açorianos, para colonizar nosso país, tinham dois objetivos principais: o primeiro se referia à necessidade do reino de Portugal ocupar o território; e a segunda, permitir que parte do povo, pobre e carente, do arquipélago português de Açores - sem terras, vivendo com dificuldades, basicamente da agricultura e pecuária, com o agravante de que padeciam de constantes abalos sísmicos- tivesse a oportunidade de melhorar suas condições de vida. Havia, por parte deles, um enorme desejo de partir em busca de oportunidades em outras terras, principalmente no Brasil – de cujas riquezas e oportunidades ouviam falar, através dos navegantes que lá aportavam. O movimento migratório foi organizado e financiado, inicialmente, por autoridades locais, em defesa de seus interesses, e posteriormente por política de estado do próprio Rei de Portugal.
Os açorianos, povo simples e alegre, trouxeram conhecimentos técnicos,
tradições, usos e costumes que continuam vivos até hoje: festas
religiosas, variado artesanato inclusive a renda, a
arquitetura colorida e a pesca,
além do gosto pela música, pela dança e pela culinária, à base de peixe
e camarão.
A respeito da pesca, é
importante observar que hoje não mais são capturadas baleias na costa
catarinense, pois são protegidas por leis ambientais.
Endereço: |
Exposição
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A
Olaria
Beiramar promoveu, em maio/09, no Museu Histórico de São José a
exposição Os Quatro Poentes do Barro apresentando trabalhos dos
artesãos/artistas
José Geraldo
Germano e Newton de Souza, fundadores e mestres da Olaria,
José Geraldo
Germano
Newton de Souza
Raquel Sant'Ana dos
Passos
Thais
Haderbeck de Oliveira
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Nossos agradecimentos aos
oleiros/professores da Olaria
que prestaram informações
durante nossa vista em maio/09 -
José Geraldo
Germano e Newton Souza
que
com apurado trabalho
ajudam a manter a tradição açoriana
da arte cerâmica.
Conheça a
Escola de Oleiros
Joaquim Antonio de Medeiros
em São José-SC. http://www.ceramicanorio.com\artepopular\escoladeoleirosjamsaojosesc\escoladeoleirosjamsaojosesc.htm
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