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Processo de Secagem

A água contida no interior da peça crua, evidentemente, tende a evaporar  por influência da atmosfera exterior. O calor que dá origem à secagem, pelo contrário, age do exterior para o interior. Ou seja, a corrente quente do exterior movimenta-se em sentido contrário à água que procura sair do interior. Como a superfície externa seca mais rapidamente, ela se contrai e, em conseqüência, fecha os poros da argila, dificultando a saída da água ainda contida internamente. Isto gera tensões entre a parte interna e a externa.

Se a diferença da temperatura for grande (parte seca/ parte úmida), a superfície exterior não apenas se deforma - ou seja,  empena - como também racha, abre fendas.

Depreende-se, portanto, que a secagem deve ocorrer sempre lenta principalmente na sua fase inicial. No entanto, pode-se facilitar a saída da água, acrescentando à massa/argila  produtos que a tornem mais porosa. O chamote é uma boa solução.

As peças devem ser colocadas para secar,preferencialmente, cobertas com pano, papel ou plástico, em local ventilado sem a incidência direta dos raios solares. É conveniente escolher uma posição que não receba corrente de ar unilateralmente, para que regiões mais expostas não sequem mais rapidamente do que as menos expostas.

No caso de placas, o melhor é colocá-las para secar em cima de um estrado, já que isto permite a aeração também pela parte de baixo (inferior), fazendo com que  a secagem ocorra, simultaneamente, em ambos os  lados, diminuindo assim  o risco de deformações e o aparecimento de rachaduras.

Não é recomendável colocar um peso em cima de uma placa para evitar empenamento, já que a água contida no seu interior acaba procurando saída pelas arestas laterais, que secam primeiro por estarem em contato com o ar ambiente, acarretando tensões que poderão provocar rachaduras.

 

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